O que é FIV?

10/10/2019

As técnicas de reprodução assistida possibilitaram que muitos casais realizassem o sonho de terem um filho, mesmo após o diagnóstico de infertilidade. Entre elas, a fertilização in vitro (FIV) se destaca por seus bons resultados.

O primeiro procedimento bem-sucedido da FIV aconteceu na Inglaterra em 1978. No Brasil, o primeiro bebê que nasceu por meio dessa técnica foi em 1984. Depois disso, foram desenvolvidas diversas técnicas complementares que aumentaram a taxa de sucesso da FIV e ampliaram o número de casos de infertilidade que podem ser tratados por esse método de reprodução assistida.

Neste artigo, você vai conhecer mais a FIV, suas indicações, taxa de sucesso e como ela evoluiu nas últimas décadas. Boa leitura!

O que é fertilização in vitro

A FIV é uma técnica de reprodução assistida de alta complexidade, pois a fecundação é realizada em laboratório. Em comparação, a relação sexual programada (RSP) e a inseminação artificial (IA) são consideradas de baixa complexidade porque a fecundação ocorre no corpo da mulher. Esse diferencial permite que a FIV seja indicada para casos mais graves de infertilidade e também como uma segunda opção, caso a RSP e a IA não sejam bem-sucedidas.

A técnica é realizada em 5 etapas: estimulação ovariana, coleta dos óvulos e espermatozoides, fecundação, cultivo embrionário e transferência do embrião para o útero da paciente.

O primeiro passo da FIV tem início no segundo ou terceiro dia do ciclo menstrual da mulher, que começa a receber medicações hormonais para estimular o desenvolvimento dos folículos ovarianos. Quanto maior o número de folículos, maior será a quantidade de óvulos coletados e, consequentemente, de embriões gerados.

A coleta dos gametas femininos (óvulos) e masculinos (espermatozoides) é realizado no mesmo dia e preparados em laboratório para que apenas os que tiverem maior qualidade sejam usados no procedimento. Na FIV clássica, a fecundação acontece de forma espontânea quando os óvulos e os espermatozoides são colocados em uma mesma cultura. Porém, a técnica mais utilizada atualmente é a FIV por injeção intracitoplasmática de espermatozoides (ICSI).

Após a fecundação, os embriões se desenvolvem por alguns dias antes da transferência embrionária para o útero da paciente. Para saber mais detalhes sobre as etapas da FIV, temos um artigo completo sobre o passo a passo da técnica.

As indicações da FIV

A FIV é indicada para a maior parte dos diagnósticos de infertilidade feminina e masculina, assim como para os casos em que não é possível identificar uma causa aparente para a dificuldade do casal em engravidar (condição chamada de ISCA).

Ela é recomendada principalmente nos casos em que o homem apresenta alterações seminais, vasectomia ou azoospermia (ausência de espermatozoides no sêmen). Com relação à infertilidade feminina, ela é indicada para mulheres com endometriose, obstruções nas tubas uterinas e problemas ovulatórios.

A evolução da técnica nas últimas décadas

Nas últimas décadas, a medicina evoluiu muito, o que refletiu na saúde da mulher e do bebê e no aumento da taxa de sucesso da técnica. Entre os principais avanços estão:

Estimulação ovariana

O uso de hormônios para estimular o desenvolvimento de folículos ovarianos foi um grande avanço nos resultados da FIV a partir da década de 1980. O maior número de óvulos aumentava as chances de uma gravidez bem-sucedida.

Criopreservação

Essa técnica congela material genético, como óvulos, sêmen e embriões, para que eles sejam preservados por tempo indeterminado. Ela possibilita que homens e mulheres que irão passar por um tratamento de quimioterapia ou radioterapia, menopausa precoce ou desejam postergar os planos de se tornarem pais biológicos, entre outros motivos, possam preservar a sua fertilidade.

A criopreservação também possibilitou a doação de gametas e embriões. Muitos casais inférteis, casais homoafetivos e mulheres que buscam uma produção independente optam pela doação de óvulos, sêmen e embriões para realizarem o desejo de engravidar.

ICSI

A injeção intracitoplasmática de espermatozoide (ICSI), que surgiu na década de 1990, é atualmente a mais indicada. A diferença está no processo de fecundação. Na ICSI, um espermatozoide é inserido diretamente no óvulo, aumentando as suas chances de sucesso.

Testes genéticos

Os testes genéticos tiveram um grande impacto no aumento das taxas de gravidez da FIV. Testes como o PGT (teste genético pré-implantacional) permitem identificar alterações nos cromossomos do embrião, que poderiam causar doenças genéticas, antes que ele seja transferido para o útero.

 

A taxa de sucesso da FIV

Diversos fatores influenciam no sucesso de um método de reprodução assistida. Entre os principais fatores estão a idade da mulher, a qualidade do embrião utilizado no processo, o número de óvulos coletados após a estimulação ovariana e a causa da infertilidade.

Na FIV por ICSI, a chance de o bebê nascer é de 40%. Esse resultado a transformou na técnica com maior taxa de sucesso e, consequentemente, na mais utilizada atualmente.

A FIV teve uma grande evolução nas últimas décadas e a adição de técnicas complementares, como as que mostramos ao longo do artigo, aumentou as chances de sucesso nos casos em que apenas a FIV clássica não seria o suficiente.

Agora que você já sabe o que é a FIV, que tal compartilhar esse artigo com os seus amigos que também estão pensando em engravidar?

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